sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

1 º Concurso Cultural CDM 1º Texto - Paula Gomes

Onde será que Ele ficou?
Não lembro onde foi deixado, a única certeza que tenho é que Ele não está mais aqui...
Às vezes me conformo, outras me revolto... e quando chega a noite o medo e a solidão tomam conta de mim.

Estavamos bem, parecia que tudo estava perfeito e simplesmente Ele se foi... Pensei que Ele tinha me abandonado, mas foi eu quem o deixou... o larguei em um canto qualquer como um objeto que após perder o valor é largado em qualquer lugar...

Lembro-me de que quando o abandonei ouvi algo, mas não dei importância, hoje reconheço que eram lágrimas...

O tempo passou tão depressa... que não me dei conta que a cada dia que passava nos afastava-mos mais e mais, as coisas que me eram oferecidas pareciam tão boas, tão interessantes.... o barulho da música eram tão bom e tão alto que me empediram de ouvi-lo chamar...

Não sei o que fazerm, mas sinto tanta falta Dele, olho para os lados, procuro em todos os lugares... mas não o encontro, onde será que Ele está?

Sinto muito medo... lágrimas escorrem pelos meus olhos e o meu soluço encomoda-me, ainda que eu esteja rodeada de "amigos", sinto a falta Dele.

Socorro. É a unica palavra que sai da minha garganta. Quando penso que não tem mais jeito e penso em desistir, sinto alguém me tocar, olho para trás e lá está Ele a observar-me. Com lágrimas nos olhos me jogo aos seus pés e Ele em um gesto de amor me segura pelas mãos e me põem em pé, enchuga-me as lágrimas e sara minhas feridas.

Ele ainda não disse sequer uma palavra, mas vejo no seu olhar um amor sem fim...

Agora sarada e adornada, Ele chama-me pelo nome e diz:

_ Você aceita dançar comigo?

E eu com lágrimas nos olhos respondo:

_ Jesus, eu quero dançar com você por toda eternidade.
Por Paula Gomes / 19/12/08

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sonhos

quando sua mente já não consegue mais projetar a imagem do seu sonho
quando seu coração já te diz que as portas estão fechadas para novos projetos
quando teu corpo, já cansado de sofrer, não responde aos teus comandos
quando seu diário já não recebe mais nenhuma linha de idéias para seus projetos
quando o seu sono já não te tras mais animo, porque você dorme e acorda sem objetivo
quando você já não consegue mais compartilhar teus sentimentos com outra pessoas
quando a idéia de ser amada e amar te trás dor e sofrimento ao inves de alegria e animo
PARE TUDO PENSE
E LEMBRE DE APENAS UMA COISA:
DEUS QUER TE FAZER FELIZ.
Isso mesmo, quando você já não consegue mais sonhar é hora de correr para os braços do Pai. Confiar em Jesus, e convida-lo a construir seus sonhos.

Quer saber é isso que tenho feito.
Julie
16/12/08
































sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Só para dizer algo

Faz alguns dias que não escrevo e penso nisso todos os dias. Escrever para mim é como ir ao benheiro, não no sentido ruim da coisa, e sim no sentido de necessidade. Porque você precisa colocar algo pra fora. É isso aí! Bem, eu tenho lido muito esses últimos dias, mas não consigo me centrar em nenhum desses estilos para escrever. Eu tenho conciência que eu tenho muito ainda que aprender para poder escrever bem, mas tem dias, como os de hoje que eu necessito escrever se não eu piro. Tem muita coisa aqui dentro de mim. Cara... é louco mesmo. Só meu Paizinho do céu que sabe, Woooouuuu Jésus.

Mas vamos lá...

Comprei um livro agora na Curitiba, que se chama: você está aqui ou não está em lugar nenhum, o autor é Marcio Reinecken. O livro é curto e muito louco. Mas tem por trás uma poesia. Você está sentado no meio de um porão entupido de pessoas e não está em nenhum outro lugar, diz o autor.

Eu li no prefácio do livro O vendedor de sonhos de Augusto Cury que ele escreve e monta cada frase com cuidado. Acho que eu não sou assim sabe, eu vou escrevendo mas na verdade monto cada frase com dificuldade. Acho que me preocupo em querer passar o que tem aqui dentro de mim, mas nem sempre posso, consigo êxito na poesia, mas poesia é tão romantica, não consigo usar ela para falar de outras coisas que não seja sentimento.

Quero dizer que eu fiz uma escolha, e isso faz muitos anos. Que foi seguir uma idéia, um sonho, uma loucura, uma pessoa, que é Jesus. NÃO ! Pode parar ! Não estou falando de religião. Religião atrofia a mente. Eu falo de um sonho. SIM ! Jesus é um sonho, real e lindo. Olha, você acha que seguir Jesus é chato? Pois eu não. Veja bem, é um dos maiores desafios na minha vida, sabe por quê? Porque Jesus é simples. Exatamente, muitas vezes queremos enfeitar o pavão. Mas com Jesus não cola essa. Mas Jesus é um cara que gosta de tudo muito certo, e até isso ele faz pensando no nosso bem. Ah! é um enorme e maravilhoso desafio seguir Jesus. Porque ele te enfrenta, ele quebra as nossas pernas, modifica pensamentos, idéias, paradigmas, conceitos, valores e planta sonhos. Isso mesmo, Augusto Cury fala de vendedor de sonhos no livro Nunca desista dos seus sonhos. Mas eu chamo de plantador de sonhos. Pois dentro de mim ele plantou lindos sonhos. Mas não são imunes a ladrões. Sim, eles são roubados. Sonhos roubados dão lugar à tristeza e ao vazio. Mas quando nós voltamos a acreditar nos sonhos de Deus, Jesus resgata os sonhos das maõs do ladrão e nos devolve e então podemos sonhar novamente. E é isso que tenho feito. Sonhado novamente. Com tantas coisas. É maravilhoso. Não tem sido nada fácil sabe, eu tenho fraquejado e muito. Mas eu todos os dias conto com o amor de Deus e ele juntamente com Jesus e o Santo Espírito estão me falando onde posso mudar para que a minha vida seja mais feliz. Ah tem coisas que não são fáceis. Precisa de muito sacríficio, principalmente da carne. Mas eu confio em Deus e sei que dia a dia Ele vai me moldar para cumprir um plano maior além de comer, beber e vestir.

Julie

12/12/08

um link que eu não posso esquecer: http://www.portaldetonando.com.br/forum/viewtopic.php?f=60&t=9451&p=50208#p50208


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bolinha de algodão

22/03/2006

Em bolinha de algodão

Gostaria nesse momento de saber ou poder expressar exatamente o que estou sentindo, colocar nesse papel digital todos os meus pensamentos e de principalmente falar tudo o que eu tenho vontade, mas não posso.

Deus é maior que tudo e maior do que qualquer coisa ou pessoa. Ele é perfeito, puro, sábio, santo, poderoso, eterno, tudo. Tudo mesmo. Não o conheço o suficiente para dizer uma frase que comece: Deus quer... Ou Eu tenho certeza de que Deus... Enfim... O Máximo que posso dizer é: eu acho que Deus... Então vou escrever ou tentar pelo menos colocar aqui tudo o que eu acho que Deus... Eu acho que Deus gosta da verdade; Eu acho que Deus gosta da sinceridade; Eu acho que Deus gosta do olho no olho; Eu acho que Deus gosta de pessoas que são uma só e não duas caras; Eu acho que Deus gosta de pessoas que obedece Ele; Eu acho que Deus gosta de pessoas humildes; Eu acho que Deus gosta de pessoas que falam na cara o que pensam; Eu acho que Deus gosta de pessoas que falam o que ele manda e não o que querem; Eu acho que Deus gosta de pessoas que seguem uma hierarquia: 1° Deus depois si mesmo; Eu acho que Deus gosta de pessoas claras e objetivas no que fazem e falam; A vida é muito misteriosa mesmo, eu queria muito ser livre, falar o que eu penso na hora em que penso e pra pessoa que eu penso. Acho a pior coisa quando alguém vem te falar que fulano falou tal coisa. Isso é uma fofoca, mas não seria se fulano fosse uma pessoa sincera e verdadeira a ponto de vir até mim e falar o que pensa... Eu gosto de falar o que eu acho, o que eu penso, creio que todos temos esse direito, mas quase sempre ele é mal interpretado.

A sinceridade e a verdade são lindas até no nome, e o engraçado é que todo mundo fala com tanta pompa nelas: porque eu sou verdadeiro (a), porque eu sou sincero (a), porque eu gosto de pessoas sinceras e verdadeiras, mas na hora em que alguém usa da verdade e da sinceridade é a maior ofensa, o maior erro... Engraçado isso né? Por isso que eu gosto de Deus, porque Ele sim é verdadeiro e sincero, se Ele tem que falar algo, mesmo que doa, ele fala e nós gostamos, mesmo quando isso nos traz sofrimento, porque sabemos que ele usou a verdade a sinceridade, e esses são dois bens que Ele deixou pra nós também, mas não sabemos utilizar, ou melhor, as pessoas não sabem recebê-las, é um presente tão grande! Tão lindo e por que não sabemos receber a verdade e a sinceridade com alegria, com humildade? Deus! Quando poderei ser uma pessoa livre?!! Quero a verdade, quero a sinceridade! Deus é tão grande e tremendo que chega a assustar, não posso entendê-lo, mas quero obedecê-lo. Essa não é uma palavra tão bonita e o pior é que segui-la é duro, mas como ela agrada a Deus e as pessoas também, quem não gosta de ser obedecido? Mas de obedecer... Quem gosta? Mas toda vez em que obedecemos seja Deus ou alguma pessoa, sempre tudo acaba bem, somos reconhecidos e vistos quando obedecemos.

Calar-se é fácil, no entanto calamos quando falar seria necessário, e abrimos a boca quando seria preciso calar-se, agimos assim por quê? Porque queremos falar a verdade e ser sinceros, mas tem alguém sendo ferido!!!!!!!!!!!!!! Oh !! Que loucura Deus !!! Por favor! Ajude-me a entender: Eu quero ser sincera, verdadeira, mas pra isso tenho que falar, mas não é hora !! Cala a boca !!! Grita o teu cociente..Mas eu quero falar! Berra o coração e nessa briga entre razão e sentimento a tua boca já descarregou todas as balas do cartucho e você nem viu. Quando caímos em si, podemos visualizar um campo de batalhas, onde só há mortos e feridos. Vencedores??? Não... Nessa briga todos perdem... Aquele que falou perde, porque falou demais, falou o que não queria nem o que devia, e o pior , ele não lembra de nada do que falou. O coração? Vixe... Esse nem se fala, está ferido demais para ter qualquer reação lógica, quase morto, porque ultrapassou a barreira imposta pelos outros, incompreendido, sentimentos.Ninguém se importa com tais, são meus e pronto ! Consciência?? Nossa! essa está mais perdida no campo de batalha do que não sei o quê... Perna para um lado, braço para outro, totalmente destroçada. Por tentar falar o que poderia ser correto ou quem sabe menos dolorido, armada com bolinhas de algodão... Assustam pelo volume, mas não representa perigo algum, é mais fácil fazer rir do que ferir... Calar-se... Quantas vezes hein? O coração que o diga. A mente nem lembra mais. Esquece rápido, somente aquele bauzinho trancadinho bem no fundo do coração é que sabe exatamente quantas e quantas vezes fiquei calada diante de situações imensamente doloridas, mas nesse momento a verdade e a sinceridade não podiam entrar no palco. Porque muitas vezes elas ferem. Não por culpa delas, mas sim por culpa do outro não saber recebê-las com um abraço e um sorriso nos lábios, mas a recebem como se fossem granadas prontas a explodir.

Silêncio. Que linda palavra. Tão procurada, porém quase impossível de achá-la, vive escondida no silencio de si mesma.

Ah ! O silencio é tão bom! Eu acho. Pena que quase não a encontro. Mas às vezes consigo achá-la dentro do meu coração, me esperando para um longo e confortante abraço, às vezes a encontro no céu, olhando as estrelas, na escuridão da noite, na lua, e até mesmo no brilho intenso do sol, na imensidão do céu azul e até no cinza da chuva. Encontro no sorriso safado de um bebê, na flor bem quietinha apenas agitada pelo vento ou por uma borboleta destrambelhada que vem sentir seu doce perfume. Silêncio. Muitas vezes fala aquilo que a boca ou o lápis não podem expressar. O silêncio de um olhar amigo, amado, cúmplice, em segredo, o silêncio de um sorriso de canto, aberto, tímido ou safado. No fechar dos olhos, encontramos o silêncio negro, onde podemos voar, voar para qualquer lugar do planeta, do universo, do coração de outra pessoa, ali somos como queremos, fazemos o que queremos, mudamos o que queremos, falamos, olhamos e vamos para onde tiver vontade. LIBERDADE!!!!!!!!! Como é bom!

Fundo do mar.Hummm, frio, mágico, romântico, estranho, lindo, perfeito. Tudo pode ser simples, bom e vantajoso, tudo depende de como enfrentamos as situações postas em nossa vida por Deus. Ele é o Senhor da verdade, da sinceridade, do silêncio, do coração, do fundo do mar, de mim e de você.

Julie de Pádua
Ás 22:29 de uma quarta feira (22/03/06), um pouco fria, nublada, onde.... Opa... Essa é uma outra história. Revista em 08/12/08 numa segunda feira ensolarada e linda.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Literatura Fantástica

“Não há nada mais maravilhoso do que as verdades do Cristianismo. Então por que tantas pessoas a consideram um tédio? Como é possível que até os cristão ás vezes tratem a teologia como se ela fosse algo desinteressante, tedioso, irrelevante? Como não se entusiasmar com os mistérios da Trindade, da Expiação, do Reino dos céus, da visão preciosa, complexa e bela da realidade que se abriu pela visão de mundo cristã?”.

Essas palavras me chamaram muito a atenção quando as li num livro intitulado “A alma de O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa”, de Gene Veith, editora Habacuc. Chamou-me a atenção porque de fato vejo, e até eu muitas vezes, pessoas olhando para a teologia, a bíblia em si, como algo chato. Mas não é. Por isso que sou declaradamente apaixonada pelo trabalho de C.S Lewis nas Crônicas de Nárnia, pois “Seu método foi transformar seu conto de fadas em uma impressionante fantasia que tivesse como seu significado a realidade espiritual.”

Eu me apaixonei por contos de fadas e fábulas esse ano (2008), na faculdade. No terceiro período tivemos uma matéria chamada “Literatura Infanto-Juvenil”, e foi por meio dessa matéria que eu conheci esses gêneros textuais e me apaixonei. Tanto foi que eu e a minha colega Cleonice usamos esse tema para ministrar uma aula de Língua Portuguesa, no estágio que fazemos pela faculdade, e sem dúvida, falamos um pouco sobre As Crônicas de Nárnia. Gosto tanto que tenho alguns livros que falam sobre o gênero e cada vez isso me fascina mais, e poder ver o trabalho de Lewis com isso, é algo incrivelmente indizível.

Quando eu ouvi falar sobre as Crônicas de Nárnia, e soube que no filme havia bichos estranhos, meio homem meio animal, enfim, todas aquelas alegorias que conhecemos proveniente dos contos de fadas, eu de cara torci o nariz. E por quê? Simplesmente porque eu cresci acreditando que todas essas coisas são do diabo. Quando comecei a ter contato com os contos de fadas e fábulas na faculdade comecei a perceber que não eram coisas ruins. E por fim, a convite da minha amiga e irmã Cleonice Silveira (aquela que fez o estágio comigo), fui ao cinema assistir “Príncipe Caspian”, segundo filme da série. Lembro-me que a Cléo falou que o primeiro filme era algo de Deus! Achei meio estranho aquilo, na verdade não conseguia compreender como aquilo poderia ser de Deus. Meu pensamento começou a mudar quando já no início do filme apareceu um nome, nome esse que me é muito especial, C.S Lewis. Quando li, perguntei a Cléo: essa história foi o Lewis que escreveu? Ela disse que sim.

Até então meu conhecimento sobre Lewis ainda era tímido, mas já gostava muito dele. Após isso comecei a buscar mais informações sobre sua vida e obra, e cada vez me apaixonava mais. E hoje defendo muito o uso de contos de fadas e fábulas para falar de Jesus. Acredito ainda existir entre nós, cristãos, falta de entendimento nessa área, para poder aceitar isso. Mas sei que ainda vamos conquistar mais esse espaço, tanto que, em breve tentarei me aventurar a escrever algo assim. Certamente ainda me falta muita leitura, não pude ler nenhum livro da serie de Lewis, mas o catatau, onde tem todas as histórias, está na minha lista de compras!

Não posso esquecer também do Senhor dos Anéis, mas me limitarei a um parágrafo apenas sobre a composição de J.R Talkien, pois não vi nenhum dos filmes ainda, e não vi porque pensava ser coisa do diabo. Gosto de saber que Lewis e Talkien eram amigos e colegas de faculdade. Que informação mais bela.

Fica aqui então a dica para você conhecer um pouco mais sobre esses dois autores, suas obras, e os gêneros contos de fadas e fábulas. Claro que se você for o verbo gostar, gostar de cultura e conhecimento, eu sei que o mínimo que fará, será uma breve pesquisa no Google sobre o assunto, e se achar algo de interessante, por favor, compartilhe comigo (julie_mdc@pop.com.br).

Não posso deixar de indicar outra autora, Hannah Hurnard e suas composições “Pés como os da corça em lugares altos” e “A montanha das especiarias”. Não me arriscarei a dizer que essas histórias são contos de fadas, fabula certamente não é, porque foge um pouco da estrutura do gênero, porém cabe dentro do que teóricos chamam de histórias fantásticas, a saber, fantasiosas. A história de Hurnard tem como personagens não pessoas comuns, mas sim sentimentos, como Grande Medrosa, Sofrimento, Tristeza, Covardia. É na verdade uma alegoria (expressão de uma idéia de forma figurada) sobre a caminhada Cristã com o Pastor, Jesus.

Não posso deixar de comentar outras obras como o recente “A Cabana” de William P. Young, “Operação Arcanjo” de Julio Rosa, a Série “Deixados para trás” de Tim Lahaye e Jerry B. Jenkins e “Este Mundo Tenebroso” de Frank Peretti.Desses todos eu li A Cabana inteiro e dos outros apenas algumas páginas. São todas obras de Ficção cristã, que merecem nosso olhar, e não só nosso olhar, mas nossa leitura.

Desejo que esse pequeno texto aguce em você a vontade de ler e de prestigiar nossos formidáveis escritores, que se aventuraram e de certa forma arriscaram, utilizar gêneros nem sempre visto com bons olhos pelos cristãos. Porém tudo, sempre é pra gloria de Deus, quer comais quer babais seja para a gloria de Deus!
Julie F. de Pádua
novembro/2008


Desculpas

Mocinho, você não entende os pilares que sustentam a minha existência,
são complexas e não acessíveis ao entendimento de todos.

Por isso não vou explicar,
apenas me desculpar

e

Nao sei se é preciso desculpar-se
por ter que negar um beijo,
mas este é apenas um desejo
que como as ondas do mar,
percebo,
vem e vão
vem e vão.

Seu jeito descontraído,
seu sorriso cativante,
sua voz animada,
seu rostinho de criança,
assim vejo você...
e só isso.

Na vida não podemos ser como crianças
que acham que podem ter tudo.
não podemos.
Mas óbvio que isso não nos proíbe
de desejar,
mas o desejo é único por si só.
só deseja,
e nada mais.

Mocinho, entenda que
não posso ultrapassar meus limites, crenças e convicções
por uma simples aventura,
Pois sabemos onde vai parar:
em lugar algum.

Lugar algum é um lugar que existe
para coisas feitas por impulsos
e loucos desejos
sem fundamento
apenas firmados na atração.
Essas coisas nos levam a lugar algum
e eu não quero viver nesse lugar,
melhor,
não quero viver mais nesse lugar.

Prosseguiremos
mocinho,
até onde nos permitidos ser
amigos
porque você é sensacional.
Perdoe-me por não poder
e de certa forma não querer
enlouquecer com você.

Julie

03/12/08



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Um bilhete muito estranho – Por Nina Valente

Um bilhete muito estranho – Por Nina Valente

Dias desses estava indo ao Super Mercado e no caminho havia alguns sacos de lixos e quando ia passando por eles algo me chamou a atenção, um post-it cor de rosa grudado em um dos sacos bem rente ao chão, e eu como sou deveras curiosa peguei o post-it e nele continha o seguinte textículo:

“Filho, vá ao Super Mercado e compre cinco quilos de Jabaculê, e não seja ubíquo, porque o Ludíbrio vem de Inumar e está egrégio.”

Quando li, não sabia bem o que pensar, mas pensei... Continuei indo em direção ao Super Mercado e pensando... pensando. No entanto, não cheguei a conclusão alguma, apenas uma certeza: a de que eu não conhecia aquelas palavras. ContinueI tentando imaginar de onde veio aquele bilhete. Com certeza alguém deixou cair ou jogou fora, pois o caminho era de fato para o SM, mas quem e por quê? Às vezes essa minha curiosidade me deixa nervosa. Decidi então esquecer a procedência e me concentrar no significado das palavras.

Analisando o contexto, jabaculê só pode ser nome de algum alimento, e tem cara de ser comida baiana. E ubíquo? Parece-me um verbo:

José vem ubíquar as mãos para comer o jabaculê!

Mas vendo pelo contexto do bilhete, ubíquo parece algo com: não seja demorado. Ludíbrio parece nome de óleo para carro. Mas no bilhete tudo indica ser o nome de alguém, e pior ainda, alguém que veio de Inumar. Inumar parece a fala normal das pessoas:

Cheguei lá e inumar entrei. Inumar vi peixe, inumar fiz xixi!

No entanto, no bilhete parece o nome de alguma cidade, talvez no estado de Inaterra. Egrégio, parece adjetivo, assim como está no bilhete:

Tua mão está deveras egrégia hoje!

Será egrégio um adjetivo bom ou ruim?

Fiquei pensando se não seriam palavras oriundas de outro dialeto. As aulas de lingüística na faculdade me serviram de algo, saber que nesse Brasilzão de Deus existem muitos dialetos. Cada parte do país tem sua própria maneira de falar, bem diferente do que chamamos de língua padrão, língua culta, relacionada a gramática.

Esqueci o assunto por alguns instantes, fiz minha compra e voltei “rapidamentemente” para casa para então acabar com as dúvidas e consultei um dicionário:

  • Jabaculê: Substantivo Masculino: Gorjeta, nos meios jornalísticos, jabá (carne seca);
    Ubíquo: Adjetivo: que está ou pode estar em toda a parte ao mesmo tempo, onipresente;
    Ludíbrio: Substantivo Masculino: ato de ludibriar alguém, zombaria, gozação, engano;
    Inumar: Verbo Transitivo Direto: enterrar (cadáveres), sepultar.
    Egrégio: Adjetivo: Ilustre, distinto, admirável.

Ao ler os significados das palavras fiquei mais confusa ainda quanto ao bilhete. Muito estranho né¿ não consegui mesmo compreender o porquê do bilhete e essas palavras. Mas também pude parar para perceber como na nossa lEP, língua emprestada portuguesa, existe palavras tão malucas e que na real querem dizer coisas tão simples que usamos no dia a dia. Engraçado seria começar a incluir essas palavras no dia dia:

Comendo cachorro quente no Tio Dog: Toma uma jabaculê garçom!

Garçom antipático! Não vai ganhar jabaculê!

Imagina as caras em volta da mesa...! hihihihihihi.

Na igreja orando: Oh Deus ubíquo! Os irmãos iriam achar uma blasfêmia!

Comentando o CQC: O ludíbrio do programa é engraçado! Eles ludibriam com todo mundo!

Na tribuna do Paraná: Hoje pela tarde os parentes da vítima irão inumar o corpo.

Alguém comentando o meu texto no blog da Julie: Nina Valente você é egrégia !

Bem, fico por aqui, foi ótimo postar mais um texto aqui no blog da Julie. Ah! Antes de finalizar, para quem leu o texto que escrevi sobre a Clarissa e o Bentinho (uma noite inesquecível), e ficou curioso para saber como está a relação dos dois, posso então agora falar: finalmente Clarissa se tocou e deu um fim definitivo. Estava na cara que isso não ia dar certo. Ela me disse que Bentinho é um cara genial, querido e uso o mais novo adjetivo: egrégio, mas que não teria futuro os dois. Logo escrevo um texto contando melhor sobre o que houve, Clarissa acha que isso seria importante. Ela quer contar uma experiência que teve em um retiro que ela foi. Agora ela faz parte do clube, pois eu a Julie, somos protestantes, ou seja, evangélicas, fazemos parte da mesma comunidade evangélica e Clarissa já se juntou a nós e deseja muito falar sobre essa decisão. Então em breve, novo texto biográfico de Clarissa, por Nina Valente.

É isso gente!

Até a próxima.

01\12\2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eu sou do meu amado

Eu sou do meu amado
E meu amado é meu
Aquele que desde menina
Me conheceu
Com meu nome
Um lindo verso escreveu
Sou a menina dos olhos seus
Jóia pura e preciosa
Com Ele sou muito amorosa
E quando estou com a vida
Desgostosa
Abraças-me com graça maravilhosa

02/11/2006