quinta-feira, 28 de maio de 2015

Crônica do porco selvagem, cabo queimado, #diaruim - Confiando em Deus

Confiar em Deus é quando eu não acordo emocionalmente bem, e entrego tudo na mão dele, sabendo que poucas pessoas nesse mundo podem me entender, posso ser julgada e criticada erroneamente, mas Deus me conhece. Confiar em Deus é não surtar quando levo meus cães para passear e mister Jack resolve, neste dia tão frio, nadar, pela primeira vez, num lago de lodo, em seguida a criaturinha sai correndo tal qual um porco selvagem, para encrencar com outros cães, aí eu tenho que sair tal qual uma doida correndo e gritando para que não haja um MMA sangrento. Ai continuar a confiar em Deus e na misericórdia dele, quando volto para casa e invento de fazer algo para comer. Então, euzinha, acendo a chama do fogão e simplesmente não noto que o cabo da minha linda cafeteira está grudado pegando fogo na panela. Depois disso tudo, continuar a confiar no amor de Deus por mim é tudo que posso fazer, depois de usar essas desagradáveis inconveniências da vida para escrever no meu blog. Aqui nem tudo acaba em pizza, mas sim em texto. Bom, o dia ainda não terminou... Deus me salve, me guarde e me guie. Amém

 Por Julie de Pádua Romão




segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quando chegares da festa



Ei menina, você com copo de caipirinha na mão,
Ei menina, você com vazio no coração,
Ei menina, você com mãos erguidas para o deus errado,
Ei menina, você que carrega unção,
Ei menina, você que tem o corpo manchado.

Garota da balada, sangue bom, sangra.
Garota bacana, minissaia à toa.
Garota descolada, beijo grátis a qualquer hora.
Garota que rebola, que dança, que chora.

Garota, garotinha, menina, menininha...
Ande com que for,                                     Passeie com quem quiser,
Esqueça do seu passado,
Faça tudo o que estiver com vontade.

Menina dos olhos de Deus,
É isso que você é!
Ele está sempre pensando em você,
Mesmo quando você não pensa nele.
Ele está zelando da sua vida,
Que andas tão distraída.
Não percebe que o inimigo que devorar-te?
Mas teu Pai, sempre Pai, olha e cuida de ti.
Hoje, amanhã e depois, quando chegares da festa,
Não esqueça pelo menos de dar boa noite.
Boa noite Papai.

Poema em homenagem a amigas (muitas) que estão longe dos caminhos do Papai. Estou orando por vocês.


Assim acaba-se a amizade =.[


Como podemos não sentir saudade das pessoas que não morreram, mas não fazem mais parte da nossa vida?

E aí? O que me diz? Não tem como! 

A saudade de pessoas e os momentos vividos com elas existe!

Amigos e especialmente, no meu caso, amigas que fazem parte da minha história são inesquecíveis. O problema, ou seja, o que me fez escrever hoje é: não consigo aceitar essa distância, essa falta de necessidade dessas pessoas na minha vida atual e eu na delas também. O fato é: não preciso delas e elas não precisam de mim.

O que quero dizer com isso é que essas pessoas fazem falta, mas não são necessárias na minha vida e nem eu na delas. Não é por maldade, mas sim porque não se cabe mais. Aí faz a gente pensar em outra coisa: quem é necessário ou necessária na minha vida, na tua vida. 

Bom, voltando, o Facebook acaba sendo uma ferramenta de visualização da vida dessas pessoas. Não é comunicação, porque a maior parte das vezes acabo, acabamos, apenas visualizando as fotos e posts delas. E é nesse momento que percebo, percebemos, a saudade. E isso me faz pensar e ficar triste, você também. Eu olho aquela pessoa na foto, estranho ela, afinal há sempre mudança, fico olhando bem dentro dos olhos dela e me lembro dos nossos momentos "massa", quando era o meu nome marcado nas fotos e publicações. Isso acontece com você? O mais embaçado disso é que falta-me jeito para dizer ou escrever que sinto falta - "Oi, tudo bem? Sinto sua falta, até mais". Por que houve afastamento? Não nos ajudamos, vivemos, crescemos juntos? O que ficou ou sobrou disso? Tempo? Afinidade? Distância? Não, não, não. Mesmo com pouco tempo ainda mantemos contato com pessoas da mesma época, afinidade não falta, poxa, contávamos e compartilhávamos tantas coisas. Distância? Também não, temos várias formas rápidas de comunicação hoje. Talvez a resposta seja que não sou tão importante para elas como elas eram para mim. Afinal, eu sinto falta, mas não sei se elas sentem de mim. Parece que a gente perdeu o "fio da meada", o jeito da amizade.

Elas estão lá, eu estou aqui. A vida delas prossegue, a minha também. Eu curto as fotos e posts delas e elas curtem as minhas, e é só isso. Tão triste. Assim acaba-se a amizade. O que há hoje é apenas vida. Minha vida. A vida delas. Não nos cruzamos mais. Não nos precisamos mais. O que fazer com esse sentimento? Sinceramente não sei. Você sabe?