segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ore Especificamente - A cura das memórias - David A. Seamands

Ore Especificamente

Temos de ser específicos em nossas confissões e orações. Uma das grandes ênfases bíblicas é a necessidade de sinceridade moral completa ao enfrentarmos nossos pecados, defeitos e necessidades. Na primeira história da desobediência humana no Jardim, vemos como o homem se inclina a encobrir as coisas quando qualquer tipo de sofrimento emocional se acha envolvido na situação. Quando o Senhor Deus os procurou para ficar algum tempo em sua companhia como era Seu costume, Adão e Eva se esconderam da Sua presença entre as árvores do Jardim. Quando Deus chamou Adão, perguntando-lhe onde estava, ele respondeu: “Porque estava nu, tive medo e me escondi” (Gên. 3:8-10). Desde então os seres humanos têm temido ser sinceros e expor-se, não apenas diante de Deus, mas também de seus semelhantes e de si mesmos. Este medo que alcança proporções extremas em nossas personalidades decaídas e deformadas faz parte das memórias reprimidas que provocam sofrimento. Nós as encobrimos e ocultamos em lugar de confrontá-las. Essa dissimulação se insinua em nossa personalidade em todos os seus aspectos. Ela é a causa principal de nosso medo e culpa e, mais que tudo, prejudica nossos relacionamentos.

A receita bíblica para esta doença humana endêmica é sinceridade, franqueza, arrependimento e confissão. Jesus chamou o Espírito Santo de “Espírito da Verdade” (João 14-16). O apóstolo João usou a palavra verdade vinte e duas vezes em seu evangelho e nove vezes em sua Primeira Epístola. Em 1 João vemos uma ligação direta entre verdade, confissão e nosso relacionamento com Deus, com outros e conosco mesmos. Deixe-me explicar.

Séculos antes de o ramo do conhecimento que chamamos psicologia ter- se iniciado, João descreveu o que chamamos hoje de nossos mecanismos de defesa. Trata-se simplesmente das várias maneiras em que o homem evita enfrentar a verdade e se protege da ansiedade e do medo. Elas não mudam a realidade nem a verdade da situação; apenas modificam o modo de olharmos para os fatos. Nós nos protegemos enganando a nós mesmos, a fim de que não tenhamos de mudar. Vejamos as palavras do apóstolo João: Ora, a mensagem que da parte dele temos ouvido e vos anunciamos, é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, com ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós (1 João 1:5-10).

Vejamos agora como João e os psicólogos descrevem os três principais mecanismos de defesa. Eles são dados na ordem de sua gravidade.

• Negação. Este é o mais simples e mais direto deles. Apenas negamos algo; mentimos a respeito. Recusamo-nos a reconhecê-lo; não queremos olhar para ele nem discutir a seu respeito. João comenta sobre isto: “Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (v. 6).

• Racionalização. Este meio de defesa é mais complicado e, portanto, mais sério. Não é tão direto quanto a mentira, sendo mais sofisticado. Tentamos aqui dar razões que justifiquem nosso comportamento. Alguém disse que existem duas razões para tudo quanto fazemos: uma boa razão e a razão verdadeira! Não só enganamos a outrem, mas também a nós mesmos neste caso; é uma fraude mais profunda do que a negação ou mentira porque freqüentemente não temos consciência dela. João trata disso: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (v. 8).

• Projeção. Este é o pior de todos porque avançamos um pouco mais com o engano e culpamos a outros pelos nossos problemas. De fato, projetamos nossos defeitos em outra pessoa ou coisa e dizemos que o problema é deles. João descreve isto com grande exatidão: “Fazemo-lo (Deus) mentiroso e a sua palavra não está em nós” (v. 10). Embora a mentira tivesse partido de nós, acabamos por afirmar que foi Deus quem a disse. “Não sou o mentiroso, mas é Ele!”

Compreendo que esta passagem está colocada num contexto sobre assuntos morais e espirituais. Mas ela tem uma ligação definida com o nosso tema, pois seus princípios abrangem também os aspectos emocionais/espirituais da vida. Uma das razões para as memórias não-curadas nos perturbarem tanto é que elas contêm em geral muitas emoções negativas, tais como medo, mágoa, ira, culpa, vergonha e ansiedade. Esses sentimentos insistem em aparecer e ficamos imaginando de onde vieram. Nós nos sentimos confusos por não podermos determinar a sua causa. Isto nos faz sentir culpados, porque “os cristãos não devem ter tais sentimentos”. Acabamos não tendo apenas o problema, mas também a culpa por deixá-lo entrar em nossa vida. A dificuldade está no fato de sermos incapazes de orar especificamente a respeito. E como tentar fugir de um nevoeiro. Precisamos desesperadamente descobrir o ponto da necessidade específica, perceber qual é o verdadeiro problema a fim de tratarmos dele. O princípio envolvido aqui é muitíssimo importante: Não podemos confessar a Deus o que não reconhecemos para nós mesmos. Fazemos então confissões generalizadas, damos e recebemos perdão, também generalizado, e acabamos tendo um relacionamento nebuloso, indistinto, generalizado, com Deus.

Não queremos isto, mas em vista de uma porção de pontos específicos serem protegidos pelos nossos mecanismos de defesa e ocultos em nossas lembranças sepultadas, não conseguimos encontrar alivio emocional e espiritual contra os seus ataques. Temos necessidade de expor as situações, experiências e atitudes que estão provocando as emoções negativas e permitir que o Espírito Santo trate com elas especificamente. É justamente isto que acontece com frequência durante nosso período de oração para a cura das memórias. Em lugar de orações gerais “Ô Senhor, ajude-me a ter sentimentos melhores com relação a meus pais, ou faça com que eu perdoe meu irmão ou irmã”, a mágoa específica é mencionada em detalhe: “Ó Senhor, fiquei tão triste porque o papai jogou meu brinquedo longe e o quebrou porque eu acidentalmente derramei água em cima do seu livro, e depois ele riu de mim quando chorei. Fiquei com ódio dele na hora. Até me alegrei quando ele sofreu o acidente naquela tarde.” Ou: “Pai, acho que nunca perdoei completamente minha professora por ter-me humilhado naquele dia na frente de toda a classe, acusando-me de uma coisa que outro colega fez. Quis vingar-me de Ricardo por ter mentido para ela. Perdôo os dois pelo que me fizeram e peço que me perdoe, Senhor, por esses anos de ressentimento contra eles.” E assim por diante. Memórias especificas que tiveram finalmente permissão para subir à superfície, resultando em confissões específicas de sentimentos específicos; perdão específico dado e recebido, resultando em cura e purificação profundas e intimas. Este princípio de especificação é essencial para a cura das lembranças e está em perfeita harmonia com as verdades bíblicas relativas ao arrependimento, confissão e cura.

Trecho do livro "A cura das memórias" de David A. Seamands.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Diário

                         Hoje, quatro de novembro de dois mil e quinze, é um dia muito especial porque é o casamento no civil da minha querida amiga Hellen Mendes, Sra. Fomin e também seu aniversário <3. Além disso, hoje meu querido esposo, Kelvin Romão, iniciou no trabalho novo, no grupo Servopa. Eu orei, creio que nós oramos, por esse emprego. Estou muito feliz com tudo isso, são acontecimentos marcantes na minha vida e muito mais na deles. Meu mais profundo desejo é que esse casamento seja repleto de alegrias e coisas boas e que o trabalho do meu esposo seja duradouro, realizador, próspero e abençoado.

                         Meu esposo foi mandando embora dia dois de julho de dois mil e quinze, da empresa Trombini Embalagens. Ele ficou quatro meses em casa junto comigo e foram quatro meses de muita alegria. Foi maravilhoso passar tanto tempo ao lado do meu marido. Reconheço que não são muitas as mulheres que têm uma oportunidade assim, e agradeço a Deus por esse tempo. Ficamos desempregados por um tempinho e Deus, nosso pai querido, não nos deixou faltar nada. Dias atrás percebemos que nosso "dim dim" havia acabado, sinceramente não me preocupei, pois sei que Deus é fiel, temos dizimado corretamente e cremos na provisão divina. Não havia dinheiro para o aluguel, quinhentos reais, e "do nada" "alguém" depositou oitocentos e cinquenta reais na conta do Kelvin. Deus, claro, foi providencial, é maravilhoso contar com Ele.
                                    
                         Eu estou muito feliz, também, porque voltei a atuar na área de língua portuguesa, minha grande paixão. Passei por várias crises profissionais, até que fui parar na Rede de Solidariedade Marista, em Curitiba, e lá pude perceber que não adianta querer fugir daquilo que nascemos para fazer. O tempo que passei lá foi de angustia, desgosto e raiva. Graças a Deus reincidiram meu contrato com três meses e pude voltar a fazer o que amo, ensinar língua portuguesa. 

                         Deixo aqui o registro deste dia e dos últimos meses, obrigada Senhor Jesus por tudo que tens feito em minha vida e do meu esposo. Graças te damos.