quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Chapecoense

Sabe, quero muito escrever algo do fundo do meu coração com relação à morte desses jovens jogadores e dos demais. Mas, poxa, escrever o quê? Que é triste? Lamentável? Trágico? Dramático? Sim, sim, tudo isso. Poxa, pessoas morrem todos os dias, mas não são todos os dias que muitas pessoas morrem juntas ao cair um avião.E o pior, pessoas que possuem uma interligação. O que me vem à mente quando acontece essas situações que tocam o mundo todo é: a morte vem trazer o seu recado, que é: sim, eu vou encontrar a todos. Em momentos ruins da vida, em bons momentos, para pessoas boas ou pessoas más, para os pobres e para o ricos. Não importa, ela virá. A questão a ser refletida é: o que fiz em vida que irá refletir após a minha morte. Ou seja, qual o destino da minha alma? Do meu espírito? A morte de uma pessoa traz o recado para os próximos a elas, a morte de várias pessoas ao mesmo tempo traz um grito! Que possamos ouvi-lo. Que possamos pensar sobre o assunto e procurar salvar a nossa alma. Pois a deles, já foi recolhida.

Quando começa um romance #1

Quando começa um romance #1
Ela mora numa ruazinha estreita. Fica em algum lugar de Porto Alegre. Toma café preto, numa xícara colorida todos os dias, às sete da manhã. Escora seus braços na sacada de seu apartamento, assim pode observar o movimento na pequena rua. Fica alguns minutos reparando em tudo o que há por lá: as portas de entrada para outros apartamentos, gastas pelo tempo, pinturas arranhadas e descascadas, os vasos com plantas expostos no chão, vários tipos, mas não são alegres, são de barro e alguns de plástico, a rua toda parece ser da mesma cor: fria e sem vida.
Exatamente às sete e dez, todos os dias, ela vê um rapaz passar por ali. Passos apressados, jornal na mão, às vezes um livro. Cabelos curtos, escuros, não é muito alto, nem baixo, pele branca, mas não muito, usa sempre calça jeans, camisa e sapato, não social, aqueles mais casuais. Acha-o muito bonito, todos os dias. Passa decorando o chão, as pedras cinzas, os defeitos, as formas, desviando das poças d'água, parece sempre procurando por algo, olhando atentamente para o chão. Por isso nunca a notou lá, admirando-o. Parece até sentir o cheiro dele, imaginando o toque das mãos, o roçar da barba em sua pele, o beijo quente e macio. Deve ser delicioso.
Ela fica ali, todos os dias, segurando a xícara com as duas mãos, sonhando com ele e sentindo-se reconfortada com o calor do café. Então, um desses dias em que ela o vê passar, como sempre, sente o coração acelerar, aquele friozinho na boca do estômago. Em segundos ela imagina sua vida sendo envolvida na dele, perdida em suas visões, não percebe quando a ponta esquerda da grade da sacada escapa da parede. Ela dá um impulso para frente, sua xícara cai, quebra logo atrás do rapaz. Ele ouve o barulho, volta-se, olha para a xícara quebrada, olha para cima procurando o motivo, encontra Anabelle equilibrando o corpo e jogando-se para trás, assustado ele corre na intenção de se colocar abaixo da sacada, mas ela consegue se segurar no limiar da porta, então ele ouve:
Moça! Tudo bem aí? Ela não responde, apenas observa-o.

Ele, parado, aguarda a resposta.
Moça, tudo bem aí?
Sim, tudo bem, obrigada.
Precisa de alguma ajuda?
Ela fica muda novamente, o pensamento confuso.
Sim, acho que sim, mas só para concertar a sacada, eu estou bem, não foi nada.
Certo, qual seu nome?
Anabelle.
Oi Anabelle, sou William, estou indo para o trabalho e não posso te ajudar agora, mas tudo bem pra você se eu passar na volta?
Sim, acho que tudo bem.
Preciso ir agora, certo? Passo por volta das cinco.
Ah, sim, claro, obrigada.
Mantenha-se viva até lá, combinado?
Anabelle sorri.
Claro, manter-se viva, sim, lógico. Até logo.

Anabelle desce, recolhe o que sobrou da xícara, envolve os cacos com folhas de jornal, joga na lixeira que fica abaixo da sua sacada. Encosta-se na parede ao lado, sente-se meio boba, sem entender o que aconteceu. 
Repassa a cena diversas vezes no pensamento. Fica só repetindo a cena em que ele oferece ajuda: precisa de alguma ajuda? Precisa de alguma ajuda?
Sim, ela precisa de ajuda, não só com a sacada, mas com a própria vida.
Repete baixinho, num sussurro: William, William, William.


http://gambiarraliteraria.blogspot.com.br/2010/08/exercicio-de-criacao-1.html


Modificado 16/12/16

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ridícula



Julie Pádua Romão  sentindo-se ridícula.
2 minCuritiba
Sabe, às vezes tudo de que precisamos é um buraco para enfiar a cara quando sentimo-nos ridículos. Há Há Há. Rir da nossa própria cara é sinal de loucura ou simples constatação de quem realmente somos? Quem nunca se sentiu ridículo que fique em pé e bata palmas para si mesmo.
P.S: é bem ridículo fazer isso.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Valer a pena

Julie Pádua Romão  sentindo-se pensativa.
1 minCuritiba
Sabe, no fundo, bem no fundo a gente sabe que poucas coisas realmente valem a pena. Esforce-se um pouco mais para observar o que você precisa descobrir sobre você mesmo e assim dar sentido à sua vida. De fato fazer com mais frequência coisas que te deixam feliz e que faz a sua vida ter um significado.
Curtir
Comentar
Comentários
Julie Pádua Romão
Escreva um comentário...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Poeminha das 15h58

Andar beijando cada detalhe do céu e assim poder exercitar felicidade. Gastar honestidade com pessoas, qualquer pessoa. Inventar juras de amor e cumpri-las. Vamos lamentar medos, esquecê-los. Devemos nadar obcecadamente pelo querer que existe dentro de nós. Reinventar sonhos, tantos,únicos e vivê-los.

Julie
24/11/16

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Talentosamente Corajoso

“Coragem não é a ausência do medo, mas a decisão que algo é mais importante que o medo. O corajoso pode não viver para sempre, mas o cauteloso nunca vive plenamente.” (Os diários da Princesa - Meg Cabot)
Cautela? Você sabe o que é cautela? Significa precaução para evitar dano, transtorno ou perigo; cuidado, prudência. Agora pense aí com seus botões: como viver neste mundo absurdamente absurdo em que vivemos e ter cautela com alguma coisa? A maior parte das pessoas não evitam dano algum, não evitam transtornos, sejam físicos, mentais, espirituais, financeiros, relacionais ou emocionais. Penso que o dano emocional é um dos que tem mais peso.Como as pessoas diariamente nos causam danos emocionais!!! Pare para pensar. Agora coma um chocolate, você vai precisar. Enfim, olhando por esse ângulo, somos todos algum tipo de corajoso, às vezes um talentoso pilantra corajoso.
Boa noite, Julie.
P.S - não escrevi porque alguém foi talentosamente corajoso comigo hoje, não é um desabafo, é apenas uma reflexão.
CurtirMostrar mais reações
Comentar
Comentários
Julie Pádua Romão
Escreva um comentário...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

50 palavras para seu olhar em 6 minutos

Seu olhar é sincero, furtivo, admirável, sedutor, amigo, misterioso, tenebroso, amedrontador, acolhedor, furtivo, cansado, amável, silencioso, doce, triste, alegre, esperançoso, confiável, amargurado, curioso, furioso, instigador, aventureiro, fantasioso, distante, leve, pesado, rancoroso, questionador, inquisidor, assassino. amigo, sério, malicioso, caído, obscuro, luminoso, fulminante, fugaz, tranquilo, perturbador, dolorido, criminoso, valente, violento, vitorioso, sensual, semicerrado, submisso, angustiado !!!!

Adoro histórias com descrições criativas, aquelas frases que nos fazem entender perfeitamente o que o autor está querendo passar.

17/11/16
Julie

Reclamação

Sabe aquele dia que dá vontade de só reclamar? Então, hoje é um dia desses. Puxa vida, que sacoooooooo, que droga, caramba. Ui que vontade de mandar todos às favas ! 

Acabei de ler: "Onde há reclamação com certeza não há alegria!" Mas é claro que não! Se a gente abre a boca pra reclamar é porque se está infeliz, de saco cheio, de cara, ui.

Reclamar não é legal, todo mundo reclama, mas ninguém suporta ficar pero de gente que só reclama. Ok, eu reclamo muito, eu sei. Mas nunca está nada do jeito que eu quero.

Se for pensar em trabalho, minha situação é: fazer o que eu gosto e ganhar pouco ou fazer o que não gosto e ganhar bem. Claro que atualmente estou na segunda opção e totalmente desgostosa. 

Agradeço muito a Deus por ter me dado uma forma de ganhar dinheiro, meu sustent0, mas falta-me o prazer e a alegria. Certamente daqui a algum tempo eu olharei para este momento da minha vida e vou entender o porquê estou aqui. Mas agora... Como é difícil !

Eu queria estar em casa, fazendo minhas coisas, dormindo um pouco à tarde, brincando com os cães, lendo, enfim, zanzando por aí. Eu sei que todo mundo gostaria disso. Mas têm dias que esse sentimento é bem mais forte, hoje é. Meu Deus me perdoe e me ajude.

Aí você lê algo que fala sobre para de reclamar e fazer algo. Ok, fazer  O QUÊ? Meu Deus, fazer o quê???? Aguentar firme, simplesmente aguentar firme e acreditar que logo tudo vai melhorar, nada dura para sempre, as dores vão, as angustias vão e o que fica são lições, aprendizados e lembranças.

17/11/16
Julie

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Tantas histórias I

Há a história do homem que acorda mosca, do jovem casal atrapalhado que morre de amor, do menino bruxo que é convocada para uma escola muito legal, do leão poderoso que vence todas as batalhas, do cientista que perde uma perna acidentalmente aí constrói uma perna mecânica, apaixona-se pela experiência e continua a se mutilar para virar uma máquina; da mocinha boboca que se envolve com uma família muito atraente de vampiros, de dois irmãos que brigam pelo amor de uma mulher e olha que há uma copias dessa  mulher, mas ambos querem a mesma, vai entender! Há também a história do rapazinho que encontra um livro muito bom dentro de um cemitério de livros, depois de ler vai em busca do autor desse livro; Cada uma dessas histórias e tantas outras que existem são pedaços de pessoas que as escreveram. Escrever é também doar-se, jogar-se nas folhas de papel, construir vidas e traçar histórias. 

16.11.16

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Venha Jesus, apenas venha

Jesus, ajude-me, ajude-me a entender o que acontece aqui dentro da minha alma. Onde foi que eu me perdi de você? Por que deixei que tudo se acabasse? É como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. Eu não tenho como esquecer. Você ainda tem meu coração? Meu precioso Jesus, onde está você? Por que sinto que morri por dentro? Não o ouço  mais, minha vida está resumida a tristezas diárias, desilusão, angustias, dores. Será que eu marquei o caminho de volta quando resolvi me aventurar e mudar? Eu cresci muito em alguns aspectos, o Senhor sabe. Porém algumas coisas se perderam e não consigo voltar. Perdi o caminho. Preciso de ti. Eu pertenço a ti, eu te amo, eu te amo, eu te amo. Eu sei que parece que não, mas tu podes ver dentro de mim e sabe que sou sincera. Cadê você da minha vida? Cadê? Venha por favor. Venha por favor!!!!!

Julie
21h17
14.11.16

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Cartas para ele

Querido,
Tenho três minutos para falar algo muito sério e importante para você. Não vá ao nosso encontro hoje à noite, algo muito estanho aconteceu, quando pudermos nos ver eu conto. Não fique triste, precisamos preservar nossas vidas, estamos vivendo um momento muito crítico por aqui, muitas pessoas envolvidas naquele assunto. Meu tempo está acabando, não se esqueça que te amo muito, torço para que tudo passe logo e possamos nos encontrar! Mas se eu não sobreviver, saiba que guardarei eternamente seu amor no meu coração. 

Com paixão,

Você Sabe Quem.